29.4.17

Poeta-fantasma

As mãos cheias
penhoras das nozes maduras
e o poeta-fantasma
esquece uma palavra axial
deixando o poema órfão.
O olhar prende-se
(como se houvesse íman)
ao cisne cansado
que dança devagar
nas águas paradas.
O reflexo do sol tardio
desenha as sombras
onde o poeta-fantasma
encontra refúgio.

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