2.10.07

Nem sempre os olhos

Os olhos cerrados para a lua
bebem a brisa fresca,
desnudam-se em sua fragilidade.

Os olhos cicerones:
ora mentem,
ora mergulham no cru cenário.

Juízes implacáveis
sempre de espada desembainhada
na aura esbelta de estarem vigilantes.

Por vezes, escondem-se;
escondem o que custa olhar
mentem com o descaramento da ilusão.

É então que se vê:
olhos, traiçoeiros feitores
de retratos impossíveis.