A trama incolor
muda de lugar
e o medo emudece
com a lua anestesiada.
Refúgio nas palavras. A melodia perdida. Libertação. Paulo Vila Maior
As palavras suadas
soam como pórticos sisudos
dispensam os punhais imberbes
soadas que são como dentes de mastins
que em seus festins
alcançam o suor dos predadores
– então tornados perdedores.
Passa a palavra
lá por casa
e depois
pelo resto do mundo
a Wikipedia
é uma weakipedia.
Um satélite despenteado
dava cambalhotas na órbita;
cá em baixo todos se portavam
como os gauleses de Asterix.
Um sopro inclinado
os dedos entrecruzados
os olhos desembaciados:
doravante
fingirá que está de atalaia
ao mundo que precisa de atenção.
Desencontro a luz,
refém do crepúsculo,
e descubro
que é fácil a visão
quando a luz foi abandonada.
Uma pessoa de esquerda
pode ser
às direitas.
[A maldita semântica oficial,
que é politicamente enviesada]