A terra cicatrizada que me devolve a manhã
subleva-se em marés iracundas e sucessivas
no hastear dos versos lídimos
arrebatados por um clarão iridiscente.
Os destroços deitados na estrada
enquanto são removidos de o serem
são o rosto da devastação;
antes fossem uma nota de rodapé
no atlas aberto que abraça o tempo inteiro.
A terra tem cicatrizes
eternas
oxalá pudessem ser uma mnemónica
a bandeira sem paradeiro certo
o hino cantado
por todos os idiomas.
