Sem medo,
não sei o que é a morte.
Sem o tempo escasso,
tenho medo da morte.
Depois das nuvens escafandro,
onde tudo perde o sentido
e os sentidos se exilam no nada,
as memórias são guardadas em tatuagens
que ajeitam a pele para a decadência.
Aviva-se o penhor
de todo o tempo que é pertença,
de toda a vida que só pode ser sentida
se rimar com vertigem.
Como se houvesse
apenas
um amanhã a amotinar-se de tanto passado.
