16.3.26

Desologio fúnebre

Não sou a noite que emudece. 

Vale a voz que estilhaça o silêncio

mais alta do que todas as marés tempestuosas. 

Não sou para ser lembrado 

quando não souber

prefiro as manhãs sem calado

as horas contadas ao minuto

a garrafa atirada ao mar entardecido

até que me lembre de mim mesmo

no fim dos tempos.

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