De cor
a cor neve
o nervo acobreado
a embocadura da névoa
a coberto dos noves nada
o nevrálgico costurar da corda
em cargos enevoados
o enlevo da carga pesada.
Da cor água
de cor estabeleço o corsário
e o fortuito corpo estiolado
no estuário que desfaz o encargo
o calvário em estátuas desfeitas
encolhendo o corpete dos estafetas.
Comprimo o olhar
em desavença com cores que sei de cor
o corrupio estiola os corsários avulsos
e de mim serão infecundas
as cisões conspiradas por vozes lúgubres.

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