Como contas os verbos da minha pele?
Em vez da noite,
sombras levam por nós à boca
o tempo sem cortesia.
Em vez de braços
embainhados numa coreografia daninha,
estrofes levitam na alma sem fundo.
Damos um adeus ao dia havido.
Dele diremos elogios só.
Não seremos sós
enquanto a sós formos uma multidão.

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