Dadas,
as mãos que sentem a pele a latejar
na dádiva sublime que cura do tempo tirano.
Por fora de nós
pende o suor da nossa respiração
e à boca legamos as palavras uníssonas.
Somos o leve habitar das sílabas
que voam sobre o estuário
enquanto vigiamos o entardecer.

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