12.1.26

Apogeu

Dadas, 

as mãos que sentem a pele a latejar

na dádiva sublime que cura do tempo tirano.

Por fora de nós 

pende o suor da nossa respiração 

e à boca legamos as palavras uníssonas.

Somos o leve habitar das sílabas 

que voam sobre o estuário

enquanto vigiamos o entardecer.

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