Refúgio nas palavras. A melodia perdida. Libertação. Paulo Vila Maior
Os muros havidos
as algemas estioladas
o futuro sem lei.
The fundamental pledge:
to resign or to re-sign?
A pose extrínseca
diabo que lobriga às escondidas
o adiamento do eu.
O doador
doa a dor.
[Falsa filantropia]
Continuação do episódio anterior:
vertes as nuvens ósseas
na torpeza que atiras ao dia.
O cenho velhaco
desfaz o dia
a desperdício.
O extraordinário ambicionado
é a discrição à prova de radar.
Feitas as trevas
o embaraço da escolha.
Alinha
a linha
e então
enfim
sabe-te
desalinhado.
Talvez
seja a vez
de ser de vez
a cortina que apaga
o revés.
Uma maçã sem Adão
para costurar o pecado
que nem é original.
Provável
o vento que se desafeiçoa
no estribilho da maré vetusta.
Se por mear é por fraco tido
fraco é quem assim o estatui.
A soldo do soldo,
solto o bordão
que me detém.
Todos somos
um pouco baldios de nós mesmos,
aquela parte visível
à revelia da vontade.
Ninguém verte lágrimas
sobre algo que seja
leite derramado.
Dei a volta ao texto:
li-o de cabeça para baixo
e tudo se manteve igual.
Passa a palavra
lá por casa
e depois
pelo resto do mundo
a Wikipedia
é uma weakipedia.
Se longe se dá o feito
longe se projete a viagem.
Quem diz “ao deus-dará”
está longe de admitir
que deus não dará nada.