Não digas nada.
Não acordes os demónios
do seu sono de fealdade.
Não abandones o silêncio inteiro
nem que por vírgulas tenham
a tua sorte.
Não amanheças imperador do dia.
Mas não fujas dele
lembra-te das flores que são seu cio
e toma-as como penhor
das juras por vencer.
Amanhã
dirás o que hoje não disseste
se entretanto não fores vítima (voluntária)
do (teu) esquecimento.

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