Toda a haste
bebe no impuro luar
que desagrava a noite.
Os copos
desembaraçam-se da água
povoam latitudes inexploradas.
Amanhã
(sempre o amanhã)
apuramos as contas desmatadas,
na contabilidade por estima
na vacatura das almas.
Refúgio nas palavras. A melodia perdida. Libertação. Paulo Vila Maior
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