O entardecer baço
agiganta o sol acobreado.
As vozes murmuram verbos em combustão.
Prometem as candeias que escondem
a escuridão da noite.
Prometem os campos que se dão às flores,
um poema arrancado ao sangue telúrico.
Hoje sou a janela por onde respiras.
Amanhã
serás a fogueira onde esqueço o medo.

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