O mar esconde naufrágios.
De nós
os pesadelos opostos
sem a usura das ondas delituosas
a manhã silenciosa
onde de mãos dadas
memorizamos o mar como idioma.
Fogem amiúde da felicidade
os indigentes que penhoram as almas
contra nadas culpados.
Nós
que deleitosamente rumamos contra marés
descobrimos o sentido
da felicidade.

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