28.10.26

Do metal por fundir

Não cozinhem caldos barbitúricos.

Não espezinhem almas de anjos.

Não descubram asas nos comboios-bala.

Não afocinhem as bocas em painéis divinais.

Não esquartejem mandantes obnóxios.

Não levitem piscinas todavia não olímpicas.

Não componham bispos desatentos.

Não fujam para lugar algum.

Não perturbem o ruído a desoras.

Não desonrem os povoadores de rumores.

Não estilhacem os aspirantes a qualquer coisa.

Não exportem flores para Marte.

Não assinem folhas rasuradas.

Não contestem a tolerância dos intolerantes.

Não desabracem os generais arcanos.

Não desaprendam idiomas que não sabem.

Não engrossem a matilha desalmada.

Não pertençam ao tabuleiro de xadrez.

Não avalizem os penhores insensatos.

Não torçam o braço às palavras.

Não rivalizem com os arquitetos da desverdade.

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