15.12.25

Agora(s)

Este agora 

será como todos os agoras. 

Na sua assimétrica descompostura

os agoras avançam contra a mudez dos passados

ultrapassam até aqueles amanhãs apessoados

que reivindicam pergaminhos. 

Ontem

soube de um agora

que se agitou na sensação vaga 

de um gume sem paradeiro. 

E depois percebi:

cada agora 

é uma efervescência de efemeridade

que perde validade

mais depressa do que qualquer fruto.

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