O véu desfeito na água sibilina
desprende-se diz versus havidos
agora é apenas um mapa vazio
à espera de outros versos seus.
A voz ecoa a rima vespertina
completo o dia com as estrofes preenchidas
como se todo o sangue estivesse com fastio
os guerreiros foram desmentidos pelo adeus.
Na pele a tatuagem sibilina
disfarça as achas perdidas
o corpo agiganta-se na eira do cio
o fado destroçado que vem aos olhos meus.
Esconjurada a angústia assassina
as luzes desmaiam nas sílabas amanhecidas
e até os pássaros suspendem o pio
como se afinal a madrugada pertencesse a um deus.

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