20.11.25

A vau

O véu desfeito na água sibilina

desprende-se diz versus havidos

agora é apenas um mapa vazio

à espera de outros versos seus. 

 

A voz ecoa a rima vespertina

completo o dia com as estrofes preenchidas

como se todo o sangue estivesse com fastio

os guerreiros foram desmentidos pelo adeus. 

 

Na pele a tatuagem sibilina

disfarça as achas perdidas

o corpo agiganta-se na eira do cio

o fado destroçado que vem aos olhos meus. 

 

Esconjurada a angústia assassina

as luzes desmaiam nas sílabas amanhecidas

e até os pássaros suspendem o pio

como se afinal a madrugada pertencesse a um deus. 

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