Em vez
das folhas venais
da manhã anónima
das soluçadas mentiras
dos altares desta vez aos frágeis
das efemérides apátridas
dos motivos ao acaso
dos colarinhos desengomados
e das finas mesuras
de quem já não deita cotovelos na mesa
um tira-teimas
que as teimas estão pela hora da morte
e ninguém sabe que preço é esse
nem se a inflação se soma à idade
a que temos direito
este nosso luar ausente
dos rostos engaiolados no respeito atávico
nas modas tirânicas que ensurdecem
e povoam o sono com insónias contumazes.
Em vez
das vezes em que vagamos a voz
vantagem minha
como no ténis
e o fio da aurora preso ao cabelo enxuto
descai no parapeito que ateia as luzes válidas:
não digam a ninguém
que recusei uma comenda
porque não sei ser
vez em vez de mim mesmo.

Sem comentários:
Enviar um comentário