O homem velho
talvez lúcido como só a velhice admite
avisou:
estamos vivos só à espera da morte.
Ninguém lhe perguntou
se já encomendara os serviços fúnebres
pois ninguém era tão velho
como o velho dali.
O velho residente
ou por surdez seletiva
ou por não saber da resposta,
dedicou-lhes um silêncio conspirador.
Quem nos mandou
passear no jardim
junto à câmara municipal.

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