Não escondo as vírgulas da alma.
Não arranjo parafusos avariados.
Não durmo quando a noite ainda espreita a lua.
Não salvo almas das labaredas avulsas.
Não minto por serem mentiras às escuras.
Não rimo com o vento sentado.
Não remo nas entrelinhas das vozes malsãs.
Não me amotino contra os ossos cansados.
Não traduzo as luzes baças sobre o cais.
Não acordo com o sussurro dos sonhos imprevistos.
Não adio os remédios estatutários.
Não sirvo para estátua imorredoira.
Não me sento no parapeito do futuro.

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