Às pérolas que há em nós
escondidas sob a pele fortaleza
neste que é um castelo que guarda a voz
povoada por singela grandeza.
Crescermos na largueza do estuário
vontade por vontade conquistada
do tempo não se sacia o anuário
onde se hasteia a bandeira desatada.
E depois, antes do entardecer,
disfarçamos os poemas mudos
reforçamos a voz que não sabe envelhecer
nem que pelos corpos puídos
suba um diferente amanhecer
para calar os verbos doídos.

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