A ponte sente que as sílabas batem à porta.
O crepúsculo enfeita a garganta seca.
A noite açoita a luz que a quer desmentir.
No saco dos rejeitados segue a matéria anónima.
Precisa de cimento para escapar à ruína.
Se ao menos houver uma bênção na chuva
que seja dos nomes que se perdem em becos
e não olham ao medo como gramática da respiração.
As sílabas compõem-se na espera diletante.
À espera de serem a ponte que desfeiteia a orfandade.

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