Ouves o rumor
os verbos noturnos
que trazem beleza às sombras.
Contrarias os vultos
os medos desalinhados
que entregas ao cuidado dos artesãos.
Falas do pouco que queres
a modéstia das palavras
um sortilégio que poucos conhecem.
Entregas o ouro teu
o atestado que destemido abres
na inspiração de um sangue fraco.

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