Não tinha uma varinha mágica
e não aspirava a ter uma
no arsenal das coisas que mudam
os palcos.
Deixava as mudanças para os sonhadores.
Deixava os projetos generosos
para os líricos apóstolos da ingenuidade.
As estrofes vazavam os sonhos pueris
e às mãos vinham parar
como seu cais
as coisas puídas que não mudam
(a não ser para pior).

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