15.5.26

Mão à palmatória

Junto as mãos

o templo sem medida

deponho a noite sem nome

de só querer o teu paradeiro.

 

Junto o silêncio

o rumor do mar que estilhaça a areia

subo ao miradouro

e abro o horizonte com as mãos juntas.

 

Chamo o teu nome

sem me desembaraçar do crepúsculo

sigo a sombra que deixas

no estremecimento da voz que serve de toada.

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