7.12.23

Passadeira

Sem o cimento

as varandas são precipícios

sem ninguém que se sirva do arnês

o medo anónimo subindo pelo gelo

os casacos remediados que não chegam. 

 

Sem as mãos atrevidas

as cordilheiras são miragens

chamam os sentinelas a jogo

sobre o sabre que cauteriza as veias. 

 

Desfeito o caudal desprevenido

atropela os sóbrios mascotes dos costumes

perdido entre a incógnita do medo

e a indigência dos procuradores da angústia. 

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