23.9.26

Fugitivos

Os versos 

acordam o pesadelo 

que perdeu as sílabas 

por medo. 

 

Deito-me

na concha do teu sono, 

sonhos açorados chamam 

pelo meu nome. 

 

A noite extinta 

sacia as palavras empenhadas 

e os meus dedos 

desenham o poema contínuo 

na tua pele morosa.

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