Os versos
acordam o pesadelo
que perdeu as sílabas
por medo.
Deito-me
na concha do teu sono,
sonhos açorados chamam
pelo meu nome.
A noite extinta
sacia as palavras empenhadas
e os meus dedos
desenham o poema contínuo
na tua pele morosa.
Refúgio nas palavras. A melodia perdida. Libertação. Paulo Vila Maior
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