24.9.26

Razia à prova de engenheiros

Deixei de ver as pontes.

A alvorada desembaraça a espada

e o luar recolhe-se ao avesso crepúsculo.

Minhas não são as facas

as mentiras vêm por conta das algas perdidas

e sou eu o areal onde extintas se despojam

eu

pedra angular no beijo estiolado

compasso sem ruído

a razia à prova de engenheiros.

Amanhã

quando for só eu

não me escondo do dia

mesmo que a noite tenha falido.

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