Deixei de ver as pontes.
A alvorada desembaraça a espada
e o luar recolhe-se ao avesso crepúsculo.
Minhas não são as facas
as mentiras vêm por conta das algas perdidas
e sou eu o areal onde extintas se despojam
eu
pedra angular no beijo estiolado
compasso sem ruído
a razia à prova de engenheiros.
Amanhã
quando for só eu
não me escondo do dia
mesmo que a noite tenha falido.

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