28.2.23

Sinuoso

O tornado

respira os poros

que se distraem ao entardecer. 

 

Os ventos

desaprovam a sirene calada

e conspiram no avesso do tempo.

 

Armada a contenda

os coreógrafos pedem lema

em braços suados de tanto tentarem.

 

Depois da fronteira

um idioma que arranha os ouvidos

em gente que parece sósia de nós.

 

Na margem da manhã

o ciciar duradouro de um porta-voz

despejando ouro em cima dos sonhos.

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