28.4.23

Escritura pública

Retém o rio com as mãos

espreita entre as veias

o rumor do vulcão.

 

Adia a noite

o simulacro do medo

entre montanhas retorcidas.

 

Cobre o rosto com o luar

dita para o areal

as angústias datadas.

 

Acorda do pesadelo fortuito

deixa-o fermentar na podridão

e agarra-te às páginas sem cinzas.

 

E diz ao amanhã

em segredo fechado por todas as chaves

que já o tratas por tu.

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