16.2.22

Tempero

Não repousei

no monumento onde se reinventa

a memória. 

 

O verbete da fala

é testemunha

do pesar que se estira na tela baça

como quem reprova o dia crepuscular

em sucessivas estrofes que vêm do osso. 

 

Antes de saber os contornos da manhã

colhi no regaço o sal verificado à janela. 

 

Dizem 

que as palavras precisam de sal

e eu não sou ninguém para duvidar.

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