16.7.20

A taça, ó glória

Disto

um piano

e as botas armadas

antes

que os fusíveis

se encomendem às trevas

e rasteiro

seja o adeus

em convocatória senil

e em rocha

se endureçam as lágrimas

que furtivas seriam

se estivesse de chuva. 

 

Daquilo

ou as peças de xadrez

todas entontecidas pelo viés

no amanhã

que se fragiliza no compasso

rastreado

no denodo das seitas

ergástulos

que dizem etecetera

depois das modas jogadas

em simétricas páginas sem linho.

 

Dito isto

afoguem-se as palavras excessivas

em malvasias fora de prazo

escanhoe-se a militância

a favor do tempero

misturem-se os opostos

a coreografia dos diferentes

armadura

contra a tribal pertença

em baias estreitas de impura rejeição

antes

que o centeio podre seja mantimento

e do restolho

rastejem os párias sem absoluta causa

os nefandos, imberbes

(mesmo que senis)

mastins da pose castrense

antes

que lhes caiam os dentes

e se afoguem no tanto salivar

em que se destilam

tão ufanos

tão insanos. 

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