10.3.21

Rendez-vous

A métrica emancipada

amarelece as mãos outrora macias.

Assustam-se,

as mãos,

no assalto sem o sintoma dos símbolos

saltando as sortes que vão singrando.

Ao rendez-vous

a rendição dos remédios

arrumada no rastilho rancoroso.

É na literacia dos loquazes

que se leem os lábios matinais.

Não se neguem os nomes animados

nem à noite enevoada se entreguem

as ninfas entusiasmadas.

Pois é nesta métrica

que os símbolos se rendem

e os lábios têm nomes.

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