21.1.17

Agente secreto

Estouvados
em correria sem parar
como se de trás viesse um demónio.
Com a ambição de um refúgio
as paredes grossas
escondido do mapa
sem lugar no tempo.
A loucura sem marcas
menos as que se sentem por dentro
é a loucura no espelho
que são os outros.
Da loucura sentada sempre
no regaço dos outros,
e nós os únicos assisados.
Um anel sem rosto
e ladainhas incessantes
com uma espada sobre o devir.
Talvez seja a loucura maior:
pretender saber os cambiantes do amanhã.

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