11.1.17

Jogo clandestino

As cartas gastas
as luvas embotadas
os olhos marejados
o coração fraco
o dorso arquejado
os sentidos desmaiados
as esperanças desvalidas
e o jogo clandestino;
lampejo fátuo
preces sem deus
sentindo as veias incandescentes
e a rigidez da honra esquecida
um coração acelerado
os olhos vertidos no jogo
as mãos aquecidas
e as cartas ligadas pelo húmus dos dedos.

Sem comentários: